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26 Ago

Álcool

Álcool

O álcool é uma droga depressora do sistema nervoso central que causa desinibição e euforia quando ingerido na forma de bebidas alcoólicas pelos seres humanos. Em doses mais altas, o álcool é prejudicial a saúde, podendo causar até coma.

No consumo imediato num primeiro período, o consumidor torna-se eufórico e desinibido. No segundo momento, ocorre descontrole, falta de coordenação motora e sono.

Nos consumidores prolongados pode ocorrer dependência (ver). Nestes casos a suspensão do consumo, pode levar à síndrome da abstinência (ver). A síndroma de abstinência que ocorre nos consumidores de álcool é muito tipica (chamando-se delirium tremens) sendo caracterizada por confusão mental, alucinações visuais (visões), tremores e convulsões.

O consumo de álcool pode associar-se não só à dependência, mas também ao abuso. Nestes casos  o recorrente da substância em exagero resulta na incapacidade de cumprir obrigações pessoais ou profissionais (falta de cumprimento de obrigações), em dano físico importante (por exemplo problemas de fígado) ou em problemas legais recorrentes (multas por condução com excesso de alcool).

Os efeitos do consumo do álcool não são apenas no sistema nervoso, lesando gravemente o fígado (podendo levar à doença hepatica grave como a cirrose) , coração e  estômago.

Algumas evidências sugerem que o risco para DHA aumenta para consumos superiores a 80g de etanol/dia para homens e 20g de etanol/dia para mulheres.O sistema de saúde dos Reino Unido (NHS), considera bebedores excessivos aqueles que consumam mais de 3-4 unidades (para homem) e 2-3 (para mulher) ou um total de unidades por semana superior a 21 para o homem e 14 para a mulher, correspondendo cada unidade de álcool a 10ml de álcool (cerca de 10g de álcool)

TABELA

BEBIDAS – QUANTIDADES DE ÁLCOOL
  Gramas DE ÁLCOOL Unidades
1 lata de cerveja (5%) 350 ml 17 gramas 1,5
1 copo de cerveja (5%)  – 200 ml 10 gramas 1
1 copo de vinho (12%) – 90 ml 10 gramas 1
1 dose de destilados (uísque, pinga, vodca etc.- 40-50%) – 50 ml 20 – 25 gramas 2-2,5
1 garrafa de vinho (12%) -750ml 80 gramas 8
1 garrafa de destilados (40-50%) – 750 ml 300-370 gramas 30-37

 

O tratamento pode ser com base psicoterapêutica em que se tenta compreender a função do álcool na vida do paciente e as vantagens e desvantagens a que o consumo se associa. Em muitos casos o álcool desempenha uma função «terapêutica», em que o paciente se auto-medica para uma situação de depressão ou ansiedade grave. No entanto, embora o álcool a curto prazo possa desempenhar um papel desinibidor e relaxante, a médio prazo pode facilitar o aparecimento, manutenção da depressão e agravar os sintomas de ansiedade.

É por isso fundamental que se identifiquem e tratem as situações psiquiátricas que podem estar a provocar um alcoolismo secundário.

 Os grupos terapêuticos do tipo «alcoólicos anónimos» podem ser muito úteis, pois contam com a presença de pacientes que padecem da mesma situação e que podem trocar experiências e modos de vencer as situações.

Farmacológicamente deve começar por tratar-se as situações de base que podem estar a provocar o consumo de alcool (por exemplo ansiedade e depressão de base).

A administração de medicação directamente para a redução do consumo pode fazer-se. Os fármacos mais eficazes são dois: a naltrexona e o dissulfiram. O primeiro actua reduzindo o prazer que se obtém quando do consumo de álcool, e por isso inibindo a tendência para a bebida em excesso. O segundo inibe a degradação do álcool no organismo e produz efeitos incómodos imediatos enrubescimento da pele, aceleração do batimento cardíaco, náuseas e vómitos, dores de cabeça etc. O aparecimento destes sintomas faz com que os consumidores tenham receio de ingerir álcool. Este tratamento é por isso chamado «aversivo»  e é muito eficaz, devendo no entanto ser administrado por outra pessoa que não o paciente (para que não haja falhas programadas da toma). Estes tratamentos devem sempre ser prescritos por um médico psiquiatra.

Nos casos de alcoolismo crónico os pacientes NUNCA devem parar de beber subitamente, sem apoio de um médico psiquiátrico porque podem experimentar uma síndroma de abstinência grave (delirium tremens), que podem em casos graves levar à morte. A utilização de fármacos apropriados levam a que o doente possa parar de beber sem correr perigo.

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