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26 Ago

Demência

Demência– Perturbação neuro-psiquiátrica (tanto pode ser tratada por psiquiatras como por neurologistas). Conjunto de patologias que se caracterizam pelo declínio progressivo e global das funções cognitivas (Défice de memória, afasia (défices na linguagem como empobrecimento do vocabulário), agnosia (dificuldade em reconhecer objetos), apraxia (dificuldade em desempenhar as tarefas simples, mesmo sem défices motores)) e das funções executivas (capacidade de planear e executar tarefas complexas).  Também podem estar presentes alterações emocionais (depressão, anedonia, apatia (ver)), do pensamento (ideias delirantes e confabulações (ver)), da percepção (alucinações (ver)) e alterações da motricidade (lentificação ou agitação psicomotora).

Atualmente, a demência constitui uma das principais causas de incapacidade para os doentes e de sobrecarga para os cuidadores e serviços de saúde. Foi estimado que em 2005 existiam 24 milhões de indivíduos com demência em todo o mundo e que este número duplicará a cada 20 anos. Existe uma clara relação entre o risco de demência e a idade: a prevalência é de 5% na população acima dos 65 anos mas atinge os 20% na faixa etária acima dos 80 anos.[A demência de início precoce (abaixo dos 65 anos) é rara e, no caso da doença de Alzheimer, sugere uma causa genética.

Os dois principais tipos de demência são a demência vascular e a doença de Alzheimer.

-Doença de Alzheimer: Resulta de alterações a nível da estrutura cerebral (pela deposição de placas amilóides e de tranças neurofibrilhares).

-Demência vascular: Resulta de pequenos AVC (acidente vascular cerebral) que vão ocorrendo ao longo do tempo no cérebro.

Diagnóstico: O diagnóstico da demência faz-se através de testes neuropsicológicos, efectuados por um neuropsicólogo especializado. A TAC e a RM podem revelar nos casos de demência vascular pequenas calcificações ao longo do cérebro, que resultam dos pequenos AVCs e no caso da Doença de Alzheimer podem revelar atrofias (redução de tamanho) de determindas regiões cerebrais.

Devem se fazer análises de sangue para excluir situações que podem simular a apresentação clinica das demências, nomeadamente os défices de vitamina B12 e as alterações da função tiroideia.

Evolução: Infelismente as demências têm uma evolução progressiva que muitas vezes apesar do tratamento não se consegue travar a 100%. Porém as novas estratégias farmacológicas e não farmacológicas vieram definitivamente melhorar o curso das demências sobretudo quando estas são diagnosticadas no inicio do seu curso.

Tratamento: O tratamento mais eficaz é feito com os psicofármacos antidemenciais como é o caso dos Inibidores da Acetil-colinesterase (donepezilo, rivastigmina, galantamina). Estes estão disponíveis em comprimidos e alguns deles em solução oral e mesmo em sistema transdermico (autocolante com o principio activo que vai libertando o fármaco através do contacto com a pele). Estas ultimas formas de administração são particularmente úteis nos pacientes que se recusam a tomar os comprimidos. A memantina é outro medicamento mais recente que se actua de forma diferente dos do outro grupo. Existem outros medicamentos não sujeitos a receita médica disponíveis para estas situações entre os quais se destaca o ginkgo biloba (Gincoben®, Acutil®). A eficácia em relação a estes ultimos não é consensual.

Podem ser administrados outros psicofármacos nos casos de agitção psicomotora os antipsicóticos e nos casos de alterações de humor como a depressão, antidepressivos.

Estratégias não farmacológicas podem ser úteis como a estimulação cognitiva (estimulação das capacidades cognitivas do paciente como a memória, o cálculo, raciocínio) e o ajudá-lo no processo de adaptação à doença. As atividades desenvolvidas têm como fim a estimulação das capacidades da pessoa, preservando, pelo maior período de tempo possível, a sua autonomia, conforto e dignidade.

Associações: http://alzheimerportugal.org/pt/text-0-9-35-30-intervencao-nao-farmacologica.

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