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26 Ago

MDMA/ECSTASY

MDMA/ECSTASY– A metilenodioximetanfetamina (MDMA), mais conhecida por ecstasy, é uma droga moderna sintetizada (feita em laboratório), cujo efeito na fisiologia humana é a diminuição aguda da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro. Como efeitos imediatos, provoca uma sensação de euforia, bem estar. É vendido sob a forma de comprimidos e ocasionalmente em cápsulas. A dose de cada comprimido consumida é variável, podendo chegar de poucos miligramas a mais de 200 mg, muitas vezes misturadas a cafeína, amido, detergentes e outras drogas. Ao contrário do que se preconiza, não tem um efeito potenciador da actividade sexual, pelo contrário.

Durante o período de intensidade do ecstasy podem surgir circunstâncias perigosas: náuseas, desidratação, hipertermia, hiponatrémia, hipertensão. Estes sintomas são frequentemente ignorados pelo consumidor devido ao estado de despreocupação e bem-estar provocados pela droga, o que pode ocasionar exaustão, convulsões e mesmo a morte. Assim, tornou-se frequente ver os consumidores em todos os tipos de festas e comemorações dotados de garrafas de água ou bebidas energéticas. O seu efeito negativo (depressor) sobre o sistema cardio-respiratório é potenciado pelo consumo de álcool, podendo a conjugação destas duas substâncias levar ao choque cardio-respiratório, com morte consequente.

Nos períodos que se seguem ao uso destas drogas estimulantes podem surgir fases de depressão grave.

Tratamento dos consumos- Muitas vezes o uso destas substâncias associa-se ao de outras drogas como cocaína, cannabis, etc. Pelo que o tratamento será semelhante. Por vezes seu uso é apenas feito recreativamente, nas «festas trance».

A psicoterapia pode ser uma arma terapêutica importante, onde após um momento psicoeducativo em que se referem os efeitos deletérios destes consumos (muitas vezes desconhecidos), depois se tenta uma estratégia de redução de consumos ponderando as vantagens obtidas e os malefícios sobre a vida presente e futura. É fundamental que se compreenda, que estes consumos podem estar a ser usado como auto-medicação para situações psiquiátricas de base como a depressão. Neste caso estas perturbações deverão ser tratadas à priori.

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